29 de set. de 2009

Borboletas.



"Elas não tinham rótulos nem limites.

Ignoravam origem, destino, espécie.

Irrequietas, eram loucas, frenéticas.

Não tão leves como desejavam ser.

Inconseqüentemente soltas e livres.

Nos outubros, se vestiam dos azuis.

Tão espertas, se sabiam mariposas.

Sagazes, sempre disfarçavam a dor.

Dominavam a dose da metamorfose.

Displicentes nos vôos, rumo, prumo.

Puro deboche com o prazer efêmero.

Ousadamente vivam loucos amores.

Insensatas, insanas, nenhum pudor.

Beija-flor predileto, papoula carmim.

Era assim? Ai, ciúme da maldita flor!

Surtadas, ferviam de ódio e vingança.

Sugavam das flores o mel e o veneno.

Outro dia, ressaca, cansaço e solidão.

Mas, sem culpas, de novo borboletear.

Buscar outros pássaros dos mais belos.

Delírio com sons, cores, roteiros, balés.

As duas não se deixam abater. Nunca."


(Bak-Anynha do Poço & da Pipa)
Há mil luas, escrevi para Rê Farache!

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2 comentários:

Paloma disse...

entre as muitas coisas que aprendi convivendo com vc aprendi um termo com cara de bobo mas cheio de charme e que poucos conseguem divagar sobre o significado, "borboletar"!!
beijo
paloma

Unknown disse...

meu sonho era o de ser uma borboleta!

Anete

Http://catando-vento.blogspot.com