15 de set. de 2009

Cio da Serpente.

Quando eu verbalizo sentimento com certeza já não é forte, nem importa.  
Vivencio reencontro comigo e miro meu nebuloso e louco infinito interior.
É um mistério, em virtudes e defeitos, e vez em quando me surpreendo.
Temo minha própria força, envolvimento e transe no pensar e no sentir. 
Intensa nos segredos, me tranco com chaves dos sete pecados capitais.
Felinamente, deito, enrosco, deslizo, me esfrego macia, nas almofadas. 
Permaneço inerte, como serpente quando namora e prolonga sensações.
Autoanálises deixam minha alma em carne viva, ou perfumam meu ego.
Os resultados estão diretamente ligados às condições meteorológicas. 
E também dependem das ordens e desordens domésticas e financeiras.
Chuva oxida meu humor; casas e pessoas desorganizadas o destroem.
Finalmente, sem verba, fatalmente não enfeito ou sublimo vida e lida. 
Chove no Recife, toda noite, irritantemente. E ninguém sabe o motivo. 
Lá pelas 10 e tantas das manhãs, o sol dá o ar da sua graça e brilha.
Indignada, chata, olho pra ele, murmuro: -já brilha tarde, meu nego! 
Às vezes ouve e se esconde nas nuvens, o Astro Rei também covarde.  
O "também é covarde", refere-se à minha deprê e reprimida pessoa.    
Escrevo e observo, iritada, meu lar e meu povo. Desorganizadíssimos!
Medrosa, me calo. Um a zero para o pudor de ser ou parecer severa.
Resumo D'Ópera:-ultimamente reais não tenho e ácido é meu juízo.   
Aí, fico quieta, mandrake... Serpente no cio, deixo o amor acontecer! 

BakAninha D'Poço/D'Pipa
Bailarina aos 2 anos/Voando aos 28. 
 De óculos aos 59/ Depois? Odara!




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