9 de set. de 2009

D'Angola & D'Pipa.


Biquine D'Pipa e o Boné D'Angola, sol dourado e céu anil.
Passo largo, ritmado, olhar atento, a fotografar tudo e todos. 
O Tudo: -mares, casas, verdes, flores. Todos: -gentes alegres. 
Pessoas morenas, pequenas, cordiais na forma de dar bom dia. 
Reparo que na Pipa se deseja bom dia com legítima sinceridade. 
Deduzo que, por isto, os dias -e as noites- sejam tão agradáveis.
Com meu companheiro de (vários) caminhos, chego no Chapadão. 
Miro verdes águas, contraste das brancas areias e negras falésias. 
Puro êxtase, com direito à trilha sonora; a paz tem o som de brisa. 
As estradas de barro me remeteram à uma Angola em reconstrução. 
Início do ano, lá trabalhei! Obedeci à rotina do lavapés e lavamãos. 
No lado de cá, as semelhanças não se limitam às estradas e poeiras. 
Avenida dos Golfinhos, principal da Pipa, tão pequena para os turistas. 
Minoria de nativos, igual a Luanda, com tanta gente que vem de longe.
São Torres de Babel: -A africana produz diamantes, petróleo, criaturas! 
 A brasileira, golfinhos, vida boa! Muita boa mesmo para quem a desfruta.
Continentes diversos. Ainda não possuem conexão direta por ar ou mar. 
Na minha cabeça, coração, juízo e pés... ligação imediata e intensa!

BakAnynha/Pipa/RN

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