24 de set. de 2009

Ela Vida & Ele Luz.




Hoje o sol despertou mais cedo, atento e em movimento, e eu também.
Porque nos finais dos setembros o ritual se repete, apesar dos pesares.
Ou justamente por eles; pelos pesares, que em mim ardem e arranham.
A primavera tem flores, tem aromas, formas, cores, espinhos, venenos. 
Disto sempre soube, a novidade é a força, a intensidade do meu sentir. 
A certeza absoluta de que flores e pessoas têm necessidades especiais.
Em cada uma, melindres, detalhes, dengos. Devem, sim, ser regadas. 
Umas mais, outras menos. Temos as sempre vivas e as vidas breves. 
Vidas de flores e vidas de gentes. Longas ou curtas. Amores ou dores.
Este tema tem tudo a ver com a segunda quinzena do mês setembro. 
Setembro de luz, 21 anos atrás, me deu a única filha mulher: Raisa.
Outro setembro, 11 anos atrás, levou meu filho, meu brilho: Rodrigo. 
Uma brotou dia 21. O outro partiu dia 28. Hoje escrevo e o dia é 24. 
Porque escrevo?! Faço assim quando transbordo, útil ou inutilmente.


BakAnynha (Poço e Pipa).

Um comentário:

Anete disse...

o importante é não virar represa. Transbordar é preciso!

www.catando-vento.blogspot.com

apareça mais vezes pra dar um pouco de luz nas minhas palavras!

Anete.