Hoje, sábado, meu bom dia foi em francês, doce e alegre.
Não direi o autor da delicadeza, por medo de olho grande.
Falei com ele da insustentável leveza do meu ser. Praquê?
Boca e mãos malditas as minhas (já que tudo era virtual).
Não é que, imediatamente após, eu adoeci, es-mo-re-ci!
De manhã, trilha sonora especial, linda e louca, anos 70.
Jorge Bem não era o Benjor; Gil nem sonhava Ministério.
Os dois no Festival de Montreux, deliraram, na Jurubeba.
Ritmos, rimas, louvores ao divino licor da fruta sertaneja!
Uma sandice inocente que os gringos jamais entenderão.
No balanço da rede, eu ouvi, cantei com eles, ri, sozinha.
Bem disposta, comi frutas e tomei meu banho de cheiro.
Me aprumei para mais um dia de ócio sem tédio. Saímos.
O meu companheiro de (tantas) caminhadas, firme, forte.
Tonta, na areia branca da praia deserta nem pisei, voltei.
Desconfiada, calafrio, clamei pelos orixás, figas, patuás.
Nos recolhemos, aquietamos, sem bebidas, risos, trelas.
Amanhã, eu rezo. Quem sabe tomo Licor de Jurubeba?
BakAnynha. Do Poço/Da Pipa).
Jurubeba: Gilberto Gil
"Juru juru juru juru juru jurubeba; Beba beba beba beba beba beba juru
Jurubeba/Licor licor licor licor licor de jurubeba; /ba chá de juru, beba chá de jurubeba/Oba, bicharada viva, pé de jurubeba/Jurubeba/Canta, passarada linda, flor de jurubeba/Quem procura acha cura, flor de jurubeba/Quem procura acha na raiz de jurubeba/Tudo que é de bom pro figueredo e que se beba;Feito vinho, feito chá. De licor, de infusão/Jurubeba, jurubeba, planta nobre do sertão"
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Um comentário:
bon jour, toujours! rsrs...tu me manques.
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