18 de set. de 2009

Pouca Morte...

Eu... Maravilhada!
Acintosamente despudorada na alegria e disponibilidade para o prazer. 
É assim que estou, que me declaro. É sentida e visível minha felicidade.
Terminou a autoanálise, instrospecção, ralação da alma nas angústias.  
Magia geográfica e climática, com horizontes, ventos e cheiro de mato.
Nunca dependi da natureza; urbana no ser, no trabalhar, no sobreviver.
Hoje, a natureza me transforma, em mulher de milhares faces e fases.
Não luto contra essa força estranha; natural e facilmente me entrego. 
É tempo de aprender a valorizar e respeitar a minha própria natureza.
Troquei um Recife de stress, por uma Pipa Solar cheia das liberdades.
Me liguei no bem querer, no verde, nas nuances de folhas e de mar.
Andei ao léu, em Sibaúma; viralatas, gringos, nativos e Cuba Libre.
Bebi três doses do rum do pirata, coca americana, limão nordestino.
Século passado, todos tomaram rum; hoje a bebida é marginalizada.
Em mim provoca efeito imediato de tontura, de prazer, muito prazer. 
Aos poucos, de leve, transbordando a alegria, me deixo carnavalizar!
Aí comentei com o nativo Edilsom: -quero ser enterrada em Sibaúma. 
Balançou a cabeça, não se abalou muito, mas delicado, me advertiu: 
 -quero desanimá-la não Aninha, mas por aqui se morre muito pouco!

BakAnynha//D'Poço/D'Pipa

Edilsom Pouca Morte.

2 comentários:

Anônimo disse...

sábias palavras do nativo!!

Sua Jana disse...

Uhuhuhu, Tia, Vc esta mais gata que nunca...

Concordo com Paloma, sabias palavras...