Eu... Maravilhada!
Acintosamente despudorada na alegria e disponibilidade para o prazer.
É assim que estou, que me declaro. É sentida e visível minha felicidade.
Terminou a autoanálise, instrospecção, ralação da alma nas angústias.
Magia geográfica e climática, com horizontes, ventos e cheiro de mato.
Nunca dependi da natureza; urbana no ser, no trabalhar, no sobreviver.
Hoje, a natureza me transforma, em mulher de milhares faces e fases.
Não luto contra essa força estranha; natural e facilmente me entrego.
É tempo de aprender a valorizar e respeitar a minha própria natureza.
Troquei um Recife de stress, por uma Pipa Solar cheia das liberdades.
Me liguei no bem querer, no verde, nas nuances de folhas e de mar.
Andei ao léu, em Sibaúma; viralatas, gringos, nativos e Cuba Libre.
Bebi três doses do rum do pirata, coca americana, limão nordestino.
Século passado, todos tomaram rum; hoje a bebida é marginalizada.
Em mim provoca efeito imediato de tontura, de prazer, muito prazer.
Aos poucos, de leve, transbordando a alegria, me deixo carnavalizar!
Aí comentei com o nativo Edilsom: -quero ser enterrada em Sibaúma.
Balançou a cabeça, não se abalou muito, mas delicado, me advertiu:
-quero desanimá-la não Aninha, mas por aqui se morre muito pouco!
BakAnynha//D'Poço/D'Pipa
Edilsom Pouca Morte.


2 comentários:
sábias palavras do nativo!!
Uhuhuhu, Tia, Vc esta mais gata que nunca...
Concordo com Paloma, sabias palavras...
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