Frondoso, firme, forte, másculo, protetor como sua enorme sombra.
Crianças ensaiam namoros; os adultos até brincam (?) no Cajueiro.
Tão generoso em flores e frutas, elas podem ser salgadas ou doces.
Falo Cajueiro e penso nos cajus; suculentos, amarelos, encarnados.
A fruta é degustada como suco, doce, calda, passa, cristalizalizada.
Cortada em finíssimas rodelinhas, polvilhada com sal -ui e ai- gente!
É servida com vodka, cerveja, cachaça, cubalibre, guaraná, CocaCola.
Doida delícia, sofisticada. Simples extravagância tropical nordestina.
Passei anos longe desta divertida, aromatizada, estimulante árvore.
Agora fiz as pazes comigo, com a natureza; declarei guerra ao tédio.
Ludicamente os Cajueiros enfeitaram minha infância, lá nas Olindas.
Nos meados do século passado! E hoje me reaparecem em Sibaúma!
Curto tudo! Tronco, brisa, fruta, beleza, formas, cores, cheiro, gosto.
Exatamente como faço com as pessoas... exerço meus 700 sentidos.
BakAnynha
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