1 de out. de 2009

Lá & Lô.

Lá escreveu realidade:
"Aqui na paulicéia está acontecendo algo formidável, a primavera chegou!! Porém, estranhamente continua frio, garoando (como dizem por aqui), o Sol tenta inutilmente lutar contra tanto cinza molhado, mas as árvores, acho que em algum encontro secreto, resolveram juntas ignorar tal tempo fora de hora e ordem, se enfeitam de folhas e flores como se a primavera estivesse bem normal, como se o Sol estivesse lá vitorioso brilhando e as esquentando. Assim a cidade se colore, mesmo molhada."


Lô respondeu com fábula:
Mulher urbANA, mudou, passou a cuidar da natureza, inclusive da sua. Encantou-se com terra, ar, fogo, mar; alumbrou-se com seus mistérios. 
Constatou transparências. Quanto mais complicadas, mais fascinantes!  Gostava das gentes, bichos e plantas, dos simples aos mais exóticos. 
Pés no chão, ouviu a ventania e encheu corações de loucas labaredas. 
 "Flores de plástico não morrem"! Quis ser uma delas, amarela, enorme. 
Só pra ter morte súbita, boba, que seria pesquisada, jamais entendida. Transformaria as flores primaveris paulistanas, em belas "semprevivas". 
Imundes às estações, engarrafamento, violência, garoa, stress, desamor.
Todos felizes! As Meninas Desvairadas da Babilônica Paulicéia, sem TPM.
Saias rodadas, brincariam displicentes, alegres, disponíveis, livres, nuas. 
Na Eterna Primavera da Paz...

BakAnynha D'Poço/D'Pipa

Um comentário:

Paloma disse...

flores para nossas almas afins!!