5 de out. de 2009

Outubros Azuis.


Saudáveis ou doentios, tristes ou não, nada importa.
Os meus outubros são parcial e inevitavelmente azuis.
Talvez porque setembros, agora, pareçam incolores.   
Ou quem sabe, culpa dos novembros frágeis, fugazes.
Odeio dezembros, seus dinheiros, gentes, presentes. 
Viciada em recomeços, amo janeiros, sou fevereiros.
Fim de ano nada peço, agradeço, cansada do medo.
Arrumada, me pergunto porquê, como, até quando. 
Não me respondo, sou a que não aprende a querer. 
Despenteada, me entrego ao vício de viver por viver.

BakAnynha

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