17 de out. de 2009

Ritual



Real necessidade, vício, tara ou mania.
Esforço cotidiano é indolor e mecânico.
Não me questiono, executo meu ritual.
Penitência, enfeitar a vida noite e dia.
Amanhecer, anoitecer, sem diferenças.
Aurora, crepúsculo, mil vezes na alma.
Eu morro e renasço tanto que nem sei.

Sem vontade, sigo louca, debil-mente. 
Persigo o anonimato e esqueço de mim.
Escancaro o mundo, simples, complexo.
Delibero sem destino, sem norte e nexo.
Olho meu invisível, rasgo a pele carmim.
Me encanto nos mistérios e nas solidões.
E confirmo, olhar bestial, realidade fugaz.
Opino, reflito, conheço. Re-começo tenaz.
Anynha D'poço & D'Pipa

Um comentário:

Paloma disse...

inventei tb essa coisa de blog pra nos momentos em que consigo organizar as palavras e os sentimentos, registrar esse evento. ler vc aqui me parece fazer leitura de uma alma de mulher comum a todas as outras [assim como a minha] porém rasgadamente honesta, acho que por isso entro aqui dia sim e não mas me calo, pq alma nem sempre se deve interpretar ou entender, mas se pode degustar. e para essa degustação gratuita tb ofereço a minha alma.