Escrevo com o olho no trinco da porta.
Erro na rota, miro, atiro na reta torta.
Dia de sábado sem sonho, sem noção.
Dia de sábado sem sonho, sem noção.
De tão ausente, em mim resta solidão.
Nela me jogo; não quero parco desejo.
Espero surgir a inspiração, o desapego.
Paralisada, sou puro cenário da agonia.
Insana mania, desisto do fazer alegria.
Insana mania, desisto do fazer alegria.
Banal, assumo e encaro desafio vulgar.
Exercito reles sobreviver sem me amar.
Viciada no verso, sou carmim na prosa.
Meu poema negro, nuances cor de rosa.
Hostil me castigo, sempre me pergunto.
Fatal, no sutil flagelo, não me respondo.
Absurda, clamo por drama, trama, tema.
Lúdica, busco uma paixão. Sou teorema.
Exercito reles sobreviver sem me amar.
Viciada no verso, sou carmim na prosa.
Meu poema negro, nuances cor de rosa.
Hostil me castigo, sempre me pergunto.
Fatal, no sutil flagelo, não me respondo.
Absurda, clamo por drama, trama, tema.
Lúdica, busco uma paixão. Sou teorema.
BakAnynha/Poço D'Panela.


