Grande, loira, linda, dengosa, brincalhona, amiga, e às vezes medrosa.
Era a minha real versão canina neste mundo imundo dos MeosDeoses.
Nunca fui louca por animais, mas me refletia nela, nas suas leseiras.
Vivemos juntas anos e anos, uns 4 anos. Éramos felizes e sabíamos!
Sua parceira no amoroso cotidiano era a labradora chocolate Talitha.
No meu jardim, tomavam banho de mangueira com Ramon e Cauã.
Pai e filho, duas crianças, se entendiam bem com as duas cadelas.
Samantha se escondia nos dias de jogo de futebol, horror de fogos.
Eu deixava ela entrar em casa, ficar deitada, quieta, ao meu redor.
Nunca mordeu ou avançou em ninguém, o rabo abanava pra todos.
Mas, no Dia dos Mortos, resolveram assassiná-la. Jogaram veneno.
Ela comeu. Perdeu todo sangue, foi tratada, não resistiu e morreu.
Em São Paulo, sem nada saber, eu via cachorros e lembrava dela.
Amanhã, volto pra casa. Vou encontrar Talitha toda triste e boba.
Jamais vai entender porque a outra lhe deixou só, faleceu, sumiu.
Inho, companheiro de tantos amores e dores, nada dirá, eu já sei.
Nossos filhos, noras, genro, netos, Bia, e muitos amigos, sentirão.
Vamos juntos, lembrar sempre de Samantha, dourada e alegre.
Agora, surpresa e sentida, lamento não ter lhe dado adeus.

Um comentário:
Oh! Tia, Meus olhos encheram de lágrimas... Linda homenagem, com certeza Samantha sente seu amor de onde estiver...
Eu aqui só posso te dengar...
Muitos beijos
Sua Jana
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