E tome coragem, bom humor, brindes, muitas doses de uísque.
Copo bem fininho, ajudou no fascínio e, é claro, na embriaguês.
Bebi com sede de anteontem, sôfrega e destrambelhada-mente.
Porque, mais do que nunca, precisei beber muito para esquecer.
Esqueci da violência, injustiça, falta de sensibilidade e desamor.
Olvidei minhas dores, os fracassos, sonhos, pânicos e horrores.
Fui, doce e alegre, aos meus mortos, como se aqui estivessem.
Porque não temo a morte, apenas a solidão; e sorri para todos.
Por um momento me fixei no azul celeste do olhar do Meu Pai.
Senti as mãos grandes e protetoras de Rodrigo, Filho Perdido.
Verde olhar de Armando, me envolveu; certeza do reencontro.
Quis ligar para a Minha Mãe, ainda se acomodando lá em cima.
Voltei aos vivos mais solta, comendo queijo do reino com uva.
Minha família, incluindo netos, me achou mais feliz e leve.
Sem meus vivos e sem meus mortos, nada sou.
Fiquei e ainda estou, realmente, feliz.
BaKAnynha
Marias.

2 comentários:
meu vinho de amiga, companheira de momentos inesquecíveis com quem ainda compartilho pensamentos particulares.
Lindo, Lindo...
Que bom que vc está bem!! Vivos e mortos uma questão de ponto de matéria, somos todos vivos...
Amo-te
Sua Jana, Feliz novo ciclo!!!
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