4 de jan. de 2010

Trilha.



Sem norte, procuro minha floresta de veludo azul
envolta em antiga burca cintilante, hoje desbotada
triste seguirei a trilha dos trevos vermelho carmim
não importam ventos, cascatas, o aroma das flores
meu corpo não descansará na inodora e pálida relva
medo de não estancar lágrimas das faces tão áridas
vou me banhar no pranto lírico e lúcido das estrelas
sou a Lua Insone que o Sol esconde, mas não ofusca
desconheço o frágil limite entre pesadelo e realidade

mar prateado, poesia do faz de conta, amores finais


BakAnynha/ Poço D'Panela
p/Beto Miranda, 1ª delicadeza do ano.


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