24 de abr. de 2010

Senhor.



Ele moreno, ela clara; diferentes em quase tudo
ela calma, ele, inquieto; mão na mão, praia azul 
vieram de carro, tomaram balsa, atravessaram rio
a mulher olhava para o alto, sempre teve a mania
 cheiro de terra, sombra dos bambus tão verdinhos 
proibidos de ver arte de Brennand numa pousada
o vigia indica outro lugar, ponto do encantamento
uma moça atendeu, risonha; nenhuma informação
Proprietário? Não estava. O casal deixou o cartão.
Muitas luas se passaram, o Dono, certo dia,  ligou
Nem se conheciam mas já combinaram o encontro
Decisão: casal retorna, alumbrado, mato e jasmim
No dia seguinte, percorrem o casarão, único, lindo   
O Senhor do Reino aceita inquilinos, impõe regras 
Nada de crianças, barulho, bagunça; calma e paz
O magro moreno de barba branca, só concordou 
Ela, já ironica, pensou:-é proibido proibir Senhor!
Aquele velho, muito chato (mistério transparente)  
Foi aí que tudo começou...

BakAnynha

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