Era uma vez o castelo, o homem, seu reino
No Espaço Flor de Jasmim, no abril azul anil
Lendas são reais nas montanhas, sabemos
Nuvens no firmamento, cabeças, esculturas
Juízos negros, retorcidos na calma absoluta.
Era outra vez, chega a velha mulher urbana
Que invadiu -lúcida, lírica- o lúdico domínio
Danada demente, deslizou no sonho alheio
Escutou paciente o início, o relato, meio, fim
Tão ousada e calou; tão medrosa, silenciou
De tanto falar -nenhum planear- exagerou
De tanto falar -nenhum planear- exagerou
De estranho nome ele a chamou e rotulou
Significado: língua do tubo, verbo da alma
Desacreditou, esqueceu, dormiu e sonhou
Polido, num tubo, a palavra ele desenhou
Chegou na hora da visita, deu o presente
Surpresa, ela mirou a prenda, guardou.
Viu brilho e vagalumes na noite escura
Sentiu suave o efêmero; era dia claro
BakAnynha
Sentiu suave o efêmero; era dia claro
BakAnynha
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